Nada disso é verdade, foi apenas uma criação do meu cérebro para me
confortar.
É assim que é a natureza humana, sempre tentando diminuir a dor. Não
entendo nada disso, nada disso pelo qual estou passando, nada o que
sinto faz sentido.
Tentei me aventurar, quebrar as regras, ser má, ser exatamente o que
ninguém quer que eu seja e ao fazer isso, ouvi por muitas vezes: "Nossa,
você fazendo isso?!" e eu respondia: "Ué,por que a indignação?".
A única coisa que eu queria, era sentir a brisa do oceano em minha pele,
como se eu estivesse sozinha, em um lindo dia ensolarado.
Eu queria suprir a falta que estava sentindo, queria encobrir o que
estava vazio, há muito tempo vazio...
E então, andando sozinha pela rua, tropecei em uma pedra e foi como se
todos os meus pensamentos, sonhos tivessem se estourado, e eu tivesse
caido muito além do chão, eu fui parar na realidade, e descobri que isso
não sou eu, que nunca vou me encaixar, que por mais que eu tente, não é
isso que me completará.
Portanto, aqui estou eu, de volta a escrita há muito tempo largada, pois
eu achava que não precisava disso, me sentiria mais triste.
Mas, não tenho mais a quem recorrer e dizer:"Me ajude".
Hoje digo, é fácil amar e se apaixonar, o difícil é desamar, é
desapaixonar.Impossível é desistir de vez e nunca mais olhar para trás,
improvável é esquecer, e horrível é ter que seguir em frente sem nenhum
estímulo, sem vontade, principalmente quando aquela vontade de que seu
pulso pare de pulsar e seu coração de bater.
Eu só queria paz.

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