Hipocresia é pouco para descrever o que minhas ações revelam.
Ser diferente, era tudo o que eu sempre quis ser, mas nunca percebi que nunca deixei de ser igual e tentando ser diferente, não sai desse patamar.
Nascemos hoje, e talvez morreremos amanhã...sem ter realmente vivido, aliás o que seria viver?
Viver seria se preocupar mais com sua aparência, com seu peso, pele, cabelo, compras, dinheiro e não com um ser humano igual a você, que acabou de passar por uma desgraça, onde perdeu o que tinha, e não digo apenas algo material, ele perdeu amor à vida, perdeu o restinho de esperança que cultivava na plantinha do seu quintal.
Tudo foi destruído, vidas foram levadas...Daqui exatamente 9 minutos nascerão mais vidas do que as que foram perdidas.
O ser humano é tratado como objeto, que pode ser reposto assim que for quebrado.
Sentimentos são surpérfluos, tratados como nada, não vale a pena.
Talvez eu só tenha vivido essa vidinha que levo, e creio que não há essência em mim, não sinto compaixão nas veias que carrego por meu corpo, nunca agi certo, nunca fiz o bem, nunca ajudei.
Sempre julguei, sempre baixoestimei, sentindo que assim quem sabe eu me sentiria melhor.
Já acreditei em muitas coisas, já cheguei ao extremo achando que as pessoas são boas e que o mundo é justo, já culpei Deus por tudo isso, por esse mundo caótico.
Nós mesmos criamos essa situação, de desespero, tragédia, dor, horror.
Nós somos os culpados,e por favor, eu me incluo, EU consumo, EU quero ser bonita, EU faço parte da sociedade.
Talvez não haja o fim do mundo, mas o fim da humanidade está próximo, tragédias atrás de tragédias,e é claro, não podemos deixar de assistir a novela, ou ao Big Brother.
Como se tudo isso não fizesse parte do plano dos poderosos,e por que somos tão ingênuos a ponto de cair nisso?
Não somos ingênuos, somos egoístas, somos manipulados porque queremos.
Hoje posso dizer com todas as palavras, eu não acredito em amor.
Esse suposto sentimento encontra-se fora do meu vocabulário, fora da minha vida. Acredito que ele foi criado para termos a ilusão de felicidade a longo prazo, um sentimento que não tem fim, que é para sempre, então eu digo, NÃO, nunca amei, não amo a minha vida sempre, não amei você sempre, e nunca me senti amada todos os dias.
Esse sentimento não existe entre os seres racionais, onde um quer ser melhor do que outro.
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Nada disso é verdade, foi apenas uma criação do meu cérebro para me
confortar.
É assim que é a natureza humana, sempre tentando diminuir a dor. Não
entendo nada disso, nada disso pelo qual estou passando, nada o que
sinto faz sentido.
Tentei me aventurar, quebrar as regras, ser má, ser exatamente o que
ninguém quer que eu seja e ao fazer isso, ouvi por muitas vezes: "Nossa,
você fazendo isso?!" e eu respondia: "Ué,por que a indignação?".
A única coisa que eu queria, era sentir a brisa do oceano em minha pele,
como se eu estivesse sozinha, em um lindo dia ensolarado.
Eu queria suprir a falta que estava sentindo, queria encobrir o que
estava vazio, há muito tempo vazio...
E então, andando sozinha pela rua, tropecei em uma pedra e foi como se
todos os meus pensamentos, sonhos tivessem se estourado, e eu tivesse
caido muito além do chão, eu fui parar na realidade, e descobri que isso
não sou eu, que nunca vou me encaixar, que por mais que eu tente, não é
isso que me completará.
Portanto, aqui estou eu, de volta a escrita há muito tempo largada, pois
eu achava que não precisava disso, me sentiria mais triste.
Mas, não tenho mais a quem recorrer e dizer:"Me ajude".
Hoje digo, é fácil amar e se apaixonar, o difícil é desamar, é
desapaixonar.Impossível é desistir de vez e nunca mais olhar para trás,
improvável é esquecer, e horrível é ter que seguir em frente sem nenhum
estímulo, sem vontade, principalmente quando aquela vontade de que seu
pulso pare de pulsar e seu coração de bater.
Eu só queria paz.
confortar.
É assim que é a natureza humana, sempre tentando diminuir a dor. Não
entendo nada disso, nada disso pelo qual estou passando, nada o que
sinto faz sentido.
Tentei me aventurar, quebrar as regras, ser má, ser exatamente o que
ninguém quer que eu seja e ao fazer isso, ouvi por muitas vezes: "Nossa,
você fazendo isso?!" e eu respondia: "Ué,por que a indignação?".
A única coisa que eu queria, era sentir a brisa do oceano em minha pele,
como se eu estivesse sozinha, em um lindo dia ensolarado.
Eu queria suprir a falta que estava sentindo, queria encobrir o que
estava vazio, há muito tempo vazio...
E então, andando sozinha pela rua, tropecei em uma pedra e foi como se
todos os meus pensamentos, sonhos tivessem se estourado, e eu tivesse
caido muito além do chão, eu fui parar na realidade, e descobri que isso
não sou eu, que nunca vou me encaixar, que por mais que eu tente, não é
isso que me completará.
Portanto, aqui estou eu, de volta a escrita há muito tempo largada, pois
eu achava que não precisava disso, me sentiria mais triste.
Mas, não tenho mais a quem recorrer e dizer:"Me ajude".
Hoje digo, é fácil amar e se apaixonar, o difícil é desamar, é
desapaixonar.Impossível é desistir de vez e nunca mais olhar para trás,
improvável é esquecer, e horrível é ter que seguir em frente sem nenhum
estímulo, sem vontade, principalmente quando aquela vontade de que seu
pulso pare de pulsar e seu coração de bater.
Eu só queria paz.
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